Concursos, Sistema de informação, TI

Breve Histórico de Sistemas Operacionais

Breve Histórico de Sistemas Operacionais

A primeira geração dos computadores ocorreu de 1945 a 1955 e tinha como principal característica o uso de válvulas e painéis de programação. Eram enormes e ocupavam salas inteiras com dezenas de milhares de válvulas. Projeto, construção, programação, operação e manutenção eram realizados por um mesmo grupo de pessoas. A programação era feita diretamente em código de máquina, geralmente pela conexão de plugs em painéis. Não existiam as linguagens de programação, nem sistemas operacionais. O operador obtinha autorização para uso do computador, inseria seu programa e esperava a conclusão do mesmo, se nenhuma válvula queimasse. Geralmente os programas eram cálculos numéricos diretos. No final da geração surgiu o cartão perfurado substituindo os painéis de programação.

File?id=dcxwc45x_62gbjtt5cp

ENIAC (Imagem de http://www-ivs.cs.uni-magdeburg.de/bs/lehre/wise0102/progb/vortraege/kmuecke/eniac.html)

CURIOSIDADE: O ENIAC (Eletronic Numerical Integrator And Calculator) é considerado o primeiro computador digital e eletrônico. Foi desenvolvido por J. Presper Eckert e John W. Mauchly, da Universidade da Pensilvânia. Realizou cálculos balísticos e foi utilizado no projeto da bomba de hidrogênio. Possuia 17 mil válvulas, 10 mil capacitores, 70 mil resistores, pesava 30 toneladas, consumia 140 quilowatts e era capaz de executar 5 mil adições por segundo. Seu painel de programação continha 6 mil conectores. Só para comparar, um dos maiores computadores da atualidade (pesquisa de novembro de 2007) é o BlueGene/L,da IBM, com quase 213 mil processadores de circuito integrado ULSI e mais de 73 TB de memória principal e capaz de executar cerca de 500 trilhôes de operações de ponto flutuante por segundo. Embora detalhes não sejam revelados, este computador é utilizado, aparentemente, para simulação de testes nucleares.

A segunda geração (1955-1965) era baseada em transistores e sistemas em lote (batch). Os transistores forneciam confiabilidade maior aos sistemas. As equipes passaram a desempenhar papéis específicos entre o projeto à manutenção do sistema. As máquinas desta geração eram conhecidas como mainframes ou computadores de grande porte. Custavam milhões de dólares. Um uso comum era o programador levar um conjunto de cartões perfurados com programas em Fortran ou Assembly (Linguagem de Montagem) que seriam processados por um operador e esperar a impressão resultante. O sistema em lote foi uma solução para a otimização do tempo dos caros mainframes. Como exemplo um IBM 1401 era utilizado para ler cartões e gravar suas tarefas (jobs) em uma fita que seria lida por um IBM 7094 que processaria o job propriamente dito, gerando uma fita de saída. Esta seria lida e impressa por outro IBM 1401.

File?id=dcxwc45x_63g68dcnfv

IBM 7094 (Imagem de http://www.columbia.edu/acis/history/7094.html)

A terceira geração (1965-1980) é caracterizada pelos Circuitos Integrados e pela multiprogramação. No início da geração os computadores tinham duas linhas distintas e incompatíveis (científicos e orientados a caractere – utilizados para ordenação e impressão). Também era comum uma organização ter problemas para migrar suas aplicações para máquinas maiores, conforme crescia a demanda. A IBM tentou resolver estes problemas com a série System/360, com máquinas compatíveis entre si. Esta série foi a primeira a utilizar circuitos integrados. O projeto desse computador foi considerado uma das maiores operações empresariais da história estadunidense – do mesmo porte que os projetos do Ford Modelo T ou do Boeing 707 . O sistema operacional destas máquinas era o OS/360. Como este sistema operacional tinha de executar em máquinas com requisitos muito distintos, o OS/360 tinha de ser eficiente em situações extremamente diferentes. Era grande, complexo e com milhares de erros. Cada nova versão corrigia alguns e adicionava outros.

File?id=dcxwc45x_64fdtbt8kc

IBM System/360 (Imagem de http://www.answers.com/topic/360)

CURIOSIDADE: Um livro de Fred Brooks descrevia a experiência do autor com este sistema e a capa do mesmo ilustrava um rebanho de animais pré-históricos presos em um fosso.

A técnica mais importante introduzida pelo OS/360 foi a multiprogramação. A memória era dividida em várias partes e cada job era alocado em uma destas partes. Se um job espera-se uma operação de Entrada/Saída (E/S), outro job poderia ser executado. Outro aspecto importante era a capacidade de transferir jobs de cartões perfurados para discos magnéticos. Quando um job terminasse o computador lia o próximo do disco para a memória. Esta técnica é denominada spooling, de Simultaneous Peripheral Operation Online. Os programadores procuravam por respostas mais rápidas, com diversos usuários conectados por terminais. Para isso foi introduzido o compartilhamento de tempo ou timesharing. O primeiro sistema operacional que o implementou foi o CTSS (Compatible Time Sharing System), desenvolvido pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). Depois dele MIT, Bell Labs e General Eletrics (G&E) decidiram desenvolver um sistema em conjunto. Ele ficou conhecido como MULTICS (Multiplexed Information and Computing Service). Sua implementação sofreu dificuldades decorrentes da ambiciosidade do projeto. Ele foi concluído apenas pelo MIT e adquirido pela empresa que assumiu a área de computadores da G&E, a Honeywell. Foi utilizado até os anos 90 do século passado por empresas como General Motors, Ford e U.S. National Security Agency.
Neste período foram lançados os mini-computadores, iniciado com o DEC PDP-1, em 1961. Custava US$ 120 mil (aproximadamente 5% do preço de um IBM 7094) e vendia muito bem. A série seguiu até o PDP-11.

File?id=dcxwc45x_65f7rpfjc2

PDP-7 (Imagem da http://www.columbia.edu/acis/history/)

Problemas legais da AT&T levaram o Bell Labs a um período ocioso. Nesta época, Ken Thompson, em 1969, utilizou um PDP-7 para escrever uma versão do MULTICS que deu origem ao Unix.
Atualmente estamos na quarta geração (desde 1980). Baseados em circuitos integrados em larga escala (LSI), muito larga escala (VLSI) e ultra larga escala (ULSI) que permitiram o desenvolvimento de computadores pessoais ou microcomputadores. Em 1974 a Intel lançou o processador 8080, para o qual foi desenvolvido o CP/M (Control Program for Microcomputers). Este processador foi utilizado pelo Altair, o primeiro microcomputador.

File?id=dcxwc45x_66fsnnxxhj

Intel 8080 (Imagem de http://www.mynikko.com/CPU/8080.html)

O CP/M serviu de origem para a Digital Research. Quando a IBM desenvolveu o PC (Personal Computer), entrou em contato com Bill Gates (Chairman da Microsoft) para licenciar a linguagem de programação Basic. Ele sugeriu à IBM utilizar o sistema operacional da Digital Research, mas não foi possível realizar o negócio. Gates então adquiriu por US$ 50 mil um sistema operacional (DOS – Disk Operational System da Seattle Computer Products), contratou o dono da empresa, Tim Paterson, como funcionário da Microsoft e licenciou o pacote com DOS (Agora denominado PC-DOS e futuramente MS-DOS) e Basic para a IBM.

File?id=dcxwc45x_67tq4qm5gv

Equipe da Microsoft em 1978. Bill Gates e Paul Allen estão na parte inferior da foto. (Imagem da http://pedrabika.blogspot.com/2005/03/revoluo-digital-i.html)

Concomitantemente, a Apple vinha comercializando seus microcomputadores. A Apple é uma empresa criada por Steve Jobs e Steve Wozniak. O Apple II, de 1976, foi um grande sucesso.

File?id=dcxwc45x_68k564pzhh

Apple II (Imagem da http://www.maestrosdelweb.com/editorial/apple/comment-page-3/)

Um importante avanço foi o uso das interfaces gráficas com o usuário (GUI –Graphical User Interface). Desenvolvida pelo Palo Alto Research Center da Xerox, fez sucesso ao ser implementada no Macintosh, da Apple, em 1984.
Hoje em dia os equipamentos de informática abrangem desde pequenos dispositivos embutidos (como MP3 Players e celulares) a gigantescos supercomputadores.

File?id=dcxwc45x_71hpzqphtb
Relógio de pulso com comunicação Wireless e Linux (Imagem de http://www.linuxdevices.com/news/NS6580187845.html)
File?id=dcxwc45x_72dm9qvgfp
IBM Blue Gene (Imagem de http://www.barking-moonbat.com/index.php/weblog/2005/10/P14/)

Referência Bibliográfica
MACHADO, F.B.; MAIA, L.P. Arquitetura de Sistemas Operacionais. Rio de Janeiro: LTC, 2002. 311 p.
DEITEL, H.M.; DEITEL, P.J.; CHOFFNES, D.R. Sistemas Operacionais. Tradução de Arlete Simille Marques. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2005. 760 p.
SILBERSCHATZ, A.; GALVIN, P.; GAGNE, G. Sistemas Operacionais: Conceitos e Aplicações. Tradução de Adriana Ceschin Rieche. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 585 p.
TANENBAUM, A.S. Sistemas Operacionais Modernos. Tradução de Ronaldo A.L. Gonçalves. São Paulo: Prentice Hall, 2003. 695 p.

Fonte:http://docs.google.com/Doc?id=dcxwc45x_89gmcctj47

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s